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Antes de vir a público, os contos que compõem este livro ficaram adormecidos em três pastas de computador, intituladas 2015, 2016 e 2017.

 

Nesses anos, de maneira não muito diferente dos diários que escrevi na infância e na adolescência, encontrei na escrita um caminho para continuar os dias sem o grilhão daquelas imagens e lembranças que insistiam em querer congelar o tempo.

 

O tempo não se congela, mas temos o impulso de querer fotografar pessoas e cenas, sem perceber que o que queremos, de verdade, registrar, é a emoção que estamos sentindo na hora em que colocamos a mão no telefone para ativar a câmera. Não dá tempo. O segundo em que o olho desvia é o mesmo em que a cor do céu muda, que a nuvem tampa a lua, que o instrumentista muda o ritmo, que o passarinho voa.

 

Ao olhar para um registro como os que o leitor lerá aqui, não posso evitar a pergunta: não teriam sido eles fotografias em palavras? Talvez a resposta seja sim, e talvez isso faça cair por terra minha intenção ao escrevê-los.

Contar essas histórias vividas ou testemunhadas é uma maneira de refletir sobre o que aconteceu – acontece e continua acontecendo –, buscar caminhos para os desafios e sentir o deleite que esses alunos nos proporcionam cotidianamente.

É um protesto, um grito, um registro, nascidos do desejo profundo de que essa realidade mude.

 

Se lidas com o coração, estas páginas poderão fazer florescer reflexões e variados sentimentos. Se lidas com a razão, terão o poder de semear o desejo de transformação.

Esse menino é meu aluno e outros contos é o meu segundo livro.

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